Estou amando até os dentes esta desmelancolia prateada que vem de um sorriso qualquer, negro, num dia sem trem.
Estou armado de poesia contra tudo que se chama medo, ignorância, insigniplicância que proclama, mas policia o sol.
Estou recomeçado e branco, inverso ao me filiar ao vento, sem o sexo frio da culpa.
Pardopnoptopsia gótica da noite!
Estou estando e sereno, somado àquilo da raça.
Um pintor legal merecia transar minha caleidoscopia.
Estou na quinta estrofe, sem pai nem mãe no mundo.
Agradeço a quem, por amor, traduzir meu mergulho no mar.
- André Pessoa (in CEP 20.000)